Hora da prova: começar pela redação ou parte objetiva?

Olá pessoa concurseira, pergunta do dia: como fica seu coração na hora da prova? Ele bate mais para o lado de começar a prova pela parte objetiva ou subjetiva?

Bem, a maior parte das pessoas costuma se perder durante a prova e abrir brechas para o famoso branco. Isso porque muitas vezes na hora de fazer a prova é comum não se traçar um caminho para ela.

Por isso, hoje quero falar com você que busca nossas dicas aqui Concursos, Passei sobre algo essencial na hora da prova. A sua estratégia de por onde começar na hora da prova.

E para isso, é muito importante que você já tenha bem claro qual é a sua estratégia. Já falamos aqui sobre a importância de ter uma estratégia bem clara para sua prova.

O que precisa saber na hora da prova

E para decidir que rumo tomar, na hora da prova, e por onde começar também é preciso você saber um pouco mais de você. E de como você escreve.

Quem tem muita facilidade com redação pode começar tranquilamente por ela porque dificilmente perderá a concentração ou tempo nessa etapa. Já quem tem dificuldade deve sempre deixar a redação para depois da parte objetiva a fim de garantir a nota mínima.

Tem um outro fator fundamental que me faz sempre recomendar que se faça a redação após a parte objetiva. E esse é um grande segredinho que os aprovados costumam guardar à sete chaves e os cursinhos só revelam quando você já pagou todas as parcelas.

Mas eu não serei má e não vou guardar esse segredo de você, pode deixar. Então hoje nesse artigo você verá:

  • Qual o principal segredo na hora da prova que orienta nossa escolha entre fazer a redação ou parte objetiva primeiro;
  • Qual o meu perfil na hora de escrever uma redação;
  • A importância de uma estratégia clara de prova.
Na hora da prova é importante ter uma estratégia.
Foto Adenilson Nunes/Secom Local Av. Prof. Pinto de Aguiar, Pituaçu

Está gostando?! Então comenta no fim do texto, fala tudo o que você achou dele. E aproveita e diz pra gente qual o seu maior medo na hora de fazer a sua prova disssertativa.

Para você não ficar em cólicas de desespero, vamos sim começar por aquela dica mágica que você espera.

Hora da prova e o segredo para decidir entre objetiva e discursiva

Quando falamos em fazer prova de concurso, vestibular, Enem, OAB e tudo mais, existe algo que costuma deixar todos de cabelo em pé: a redação!

Como será? Vão ser questões discursivas? Quantas? Como e o quê eu terei que escrever? Como saber o que eles esperam do meu texto?

Se para você sua cabeça fica uma infinidade de dúvidas. Daquele jeito que deixa até o melhor escritor do planeta de cabelo em pé. Então você sabe do que estou falando.

E é para você que vai esse segredo fundamental: as respostas para suas perguntas devem estar na sua prova.

Sim, na grande maioria das provas os textos anteriores, as questões e até a forma como são elaboradas as perguntas da parte objetiva orientam, direcionam e até respondem questões da parte discursiva. 

Participantes do ENEM se esforçam para garantir uma boa redação.

Na prova do ENEM em 2017 – a que eu fiz – o tema era educação de surdos. Ao longo da prova foram três questões diretamente relacionadas ao tema. Também foram oito questões que mostravam como a dissertação deveria trazer seus elementos dispostos (coesão e construção textual), o uso de figuras de linguagem e a construção de argumentos com exemplos.

Para completar, questões que debatiam artistas com limitações impostas socialmente mostravam argumentos para o texto dissertativo. Saber que as perguntas da sua parte discursiva podem estar respondidas ou pelo menos com orientações na parte objetiva é fundamental.

E isso revela porque na hora da prova é legal começar pela parte objetiva, ou pelo menos lê-la antes da parte dissertativa.

Como você escreve ajuda na hora da prova

Um outro ponto crucial para definir por onde começar sua prova é entender como você escreve uma redação. E, mais ainda, como isso interfere no seu ritmo de prova.

Muitas pessoas gostam de escrever estruturando as ideias em grandes blocos e diretamente na folha de resposta definitiva.

Outros preferem fazer um texto base e em cima dele passar a limpo escrevendo o definitivo na folha da prova discursiva.

Por fim tem aqueles que fazem a redação e depois revisam antes de simplesmente passar à limpo o que escreveram. 

Escrever continua sendo um problema para muita gente

Eu não tenho problemas para escrever! Será mesmo?

Se você é do primeiro tipo, então tem um perfil mais impulsivo e a redação nasce na sua mente na medida em que você vai escrevendo. Por isso, podemos dizer que escreve quase naturalmente e que seu perfil facilita sua prova dissertativa.

No entanto precisa cuidar para não fugir ao tema e para manter a argumentação em um fio condutor único. 

Nesse sentido, na hora do prova, o ideal para você é jamais fazer a parte discursiva antes das demais. Isso porque, como costuma escrever em fluxo contínuo pode ter algum problema e se desestruturar para a segunda parte.

Outra questão importante, é que quem possui esse perfil costuma ser mais rápido ao escrever demandando menos tempo nessa parte. Assim, deve desenhar uma estratégia em que acumular leituras e ritmo ao longo da parte objetiva pode facilitar muito seu ritmo de prova.

E posso garantir que já testei todas as possibilidades para a redação. Já fiz tanto o texto em fluxo contínuo sem rascunho, como estruturando um. E afirmo: nos dois casos a melhor opção sempre foi fazer após a parte objetiva aproveitando termos e argumentos vistos na prova.

Até escrevo bem, mas tenho medo de errar!

Mas você pode também ser mais do segundo tipo e fazer provas dissertativas construindo um texto base – um rascunho – que só depois será aproveitado, mas não será seu texto final.

E se você é desse segundo tipo, então tende a chegar logo e já montar o rascunho da redação. E só depois começar a fazer a prova.

Isso porque quem é desse tipo acredita que essa parada ajuda na avaliação final da qualidade do texto. E também que assim podem construir melhor a redação final.

No entanto, ao construírem a redação nesses moldes acabam por perder a chance de também aproveitar as informações da prova objetiva.

Por isso, e entendendo que esse seria um dos melhores modelos para a construção da prova discursiva, é fundamental que você possa aproveitar melhor seu estilo de escrita.

Assim, o ideal para pessoas desse tipo é fazer a primeira leitura da prova respondendo às questões imediatas. Depois, entre a primeira leitura e a resolução das questões mais complexas, aproveitar esse tempo com o rascunho da prova discursiva.

Isso possibilita trazer informações da parte objetiva e, ainda estruturar sua redação no modelo que mais se adequa a seu estilo. Inclusive essa é uma ótima estratégia que já apresentamos aqui no blog.

Para a maioria, a prova dissertativa é a pior parte! Mas tudo é uma questão de dicas.

Eu tenho pânico de redaçãoooo! Socorroooo!

O terceiro estilo é o mais comum quando se trata de prova discursiva. Como a maioria das pessoas se sentem inseguras em relação à escrita e à gramática, é comum essa insegurança virar um medo exagerado das provas discursivas.

Esse terceiro grupo conta com pessoas mais inseguras. Ou são aquelas que se sentem menos preparadas para uma prova discursiva.

Assim elas acabam muitas vezes fazendo duas ou três provas: fazem um rascunho, corrigem tanto o rascunho que fazem um segundo texto, e ao passar a limpo fazem o texto final.

Isso é um perigo. Se você for desse tipo preste muita atenção aqui agora! Esse seu jeito vai tomar muito tempo e você vai, normalmente se dedicar primeiro à redação antes de qualquer coisa. E eu já falei aqui porque isso é um erro na hora da prova.

Mas o ponto crucial é que ao fazer primeiro a redação você perde um tempo precioso da parte objetiva que vai lhe custar muitos pontos. Você pode ficar com os nervos mais agitados justo na parte que sabem mais, a objetiva.

Por isso, siga o que falamos até aqui. Isso vai evitar os famosos brancos e ajudar você com informações da parte objetiva que sempre colaboram com a parte discursiva.

A importância da estratégia na hora da prova

Esses fatores juntos mostram a importância de uma estratégia clara na hora da prova. Também reforçam como estruturar seu tempo é importante para os seus resultados.

Posso afirmar isso como alguém que passou no Senado mesmo com apenas dez minutos para a parte discursiva. Um dia conto essa história para vocês.

E também digo isso como alguém que passou ainda no ENEM, mesmo depois de vinte anos fora da sala de aula. E passei com uma prova discursiva que não sabia nem por onde começar.

Concluindo

E depois de tudo isso como está você com suas ideias para a próxima prova dissertativa? Espero que já pensando em uma estratégia para organizar seu trabalho e seu caminho.

Na hora da prova, estratégia e saber as coisas que importam é o que interessa

Mas independente de todas essas dicas, uma prova discursiva depende essencialmente do que você sabe sobre o assunto tratado. Também depende de como você escreve. Mas o mais importante, e fundamental, de como organiza e estrutura seu texto.

Em uma questão discursiva é importante lembrar que nem sempre o texto pedirá uma dissertação. Por isso é importante conhecer bem as estruturas textuais usadas onde você irá atuar depois da aprovação.

E para saber isso você vai precisar entender que essa dica está na descrição do cargo no edital. E isso além do perfil esperado para os aprovados, que também é importante no texto. Mas esse é assunto para outro post.

Por isso, conhecendo o tipo de prova discursiva que será cobrada, os tipos textuais que você precisará no dia a dia do trabalho, o perfil esperado do profissional e o seu jeito de fazer provas discursivas será mais fácil definir sua estratégia.

E como vimos antes, uma boa estratégia pode definir sua aprovação. Por isso tenha clareza em definir a sua antes da hora da prova.

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