Concurso público ideal: fatores objetivos e subjetivos para escolher o seu

A hora de escolher o concurso público ideal é um dos momentos mais difíceis depois que decidimos seguir o caminho do serviço público.

Sinceramente, se eu tivesse que dizer qual é o grande segredo dos candidatos aprovados com menos de um ano de estudo eu diria: escolher o concurso certo, na hora certa, sendo o candidato certo!

Mas como saber se você chegou a esse ponto, né?!

Acho que você está aí do outro lado se perguntando que raio de conversa é essa. Então, eu garanto que depois desse artigo você estará mais perto do que longe da sua aprovação.

Sabe aquele momento de olhar seu nome no Diário Oficial e entender que o sonho está realizado? Eu sei do que estou falando, já passei por isso!

Quer experimentar como é? Então siga aqui comigo que vou lhe mostrar como escolher o concurso certo para você – o candidato(a) certo(a) – na hora certa?

Para entender qual o concurso público ideal para o seu perfil, você precisa entender que existem fatores objetivos e fatores subjetivos que vão direcionar suas escolhas.

E aqui vamos entender melhor quais são esses fatores e como usá-los a seu favor.

Fatores objetivos do seu concurso público ideal

Existem alguns fatores, na hora de escolher o concurso público ideal que são claros e objetivos. Alguns desses fatores são, por exemplo, formação acadêmica, tempo de atuação anterior, escolaridade, jornada de trabalho, salário etc.

E esses são elementos concretos que podem auxiliar ou comprometer sua aprovação. Muitas vezes esses fatores já estão em leis ou nos próprios editais.

Para escolher o concurso certo você precisa saber quais são suas reais possibilidades. Ou seja, de nada adianta você querer ser juiz e ser formado apenas em engenharia.

Nesse caso demoraria ainda uns sete anos para você ser o(a) candidato(a) certo(a). Aqui, alguns fatores objetivos que deve considerar:

  • Nível de escolaridade – fundamental; médio; superior (vale verificar o curso exigido); pós-graduação; formação técnica etc.
  • Requisitos do cargo – um ponto essencial. Por exemplo, um concurso para a polícia exige altura mínima, peso ideal e capacidade para a atividade física que nem todos conseguem. É melhor escolher concursos nos quais os requisitos exigidos sejam facilmente cumpridos por você.
  • Adequação à sua área profissional – com certeza você terá mais facilidade em passar em uma prova sobre um assunto que domina. O melhor é escolher um concurso que tenha relação com as áreas de trabalho que já conhece e/ou gosta.
  • Idade, local de trabalho e residência após a aprovação, exigências legais como tempo de atuação e outras também são pontos importantes para você analisar.

Esses fatores objetivos possibilitam que sua escolha já seja reduzida a características que você possui, locais que deseja residir e outras, ampliando suas possibilidades de conseguir alcançar seus objetivos.

Aqui, o mais importante não é apenas saber quais são, mas, principalmente, como lidar com eles.

A escolha certa e a autossabotagem

Além dos fatores objetivos, você ainda tem os fatores subjetivos que vão influenciar a sua escolha para o concurso ideal.

De nada adianta fazer prova da Polícia Federal se você detesta lidar com crimes. Assim irá desrespeitar seus próprios valores e vai acabar se autossabotando e dificultando a sonhada aprovação.

Mas o que é essa tal de autossabotagem? Bem, aqui vamos precisar conversar um pouco sobre mecanismos de defesa e psicologia.

E saiba que esses são erros comuns de muitas pessoas que não conseguem ser aprovadas no concurso dos sonhos.

Muitas vezes buscamos algo não porque aquilo seja nosso sonho ou desejo maior, mas por necessidades e até mesmo para agradar os outros.

Por exemplo, escolher um concurso só pelo salario sem se preocupar se você vai gostar de fazer aquilo para o resto da vida. A escolha é apenas financeira sem um propósito maior por trás, já falamos sobre isso aqui.

Ao escolher algo que não quer, você vai estudar com menos vontade e até menos. Então acaba colocando outros objetivos e atividades na frente e atrasa sua aprovação.

E é esse mecanismo que a psicologia chama de autossabotagem. Freud dizia que muitas vezes deixamos nosso ID (ou nossa criança interior) dominar nossos caminhos e com isso o nosso Superego responsável não age e não nos coloca no trilho.

E o que nos leva a essas escolhas negativas normalmente são os fatores subjetivos, aqueles que são os motores reais da nossa motivação. Mas quais são esses fatores subjetivos e como eles interferem quando o assunto é estudar para concurso público? Vamos falar um pouco mais sobre eles.

Fatores subjetivos na escolha do seu concurso público

Assim, na hora de escolher seu concurso público ideal você deve prestar atenção àqueles fatores que não estão nas leis nem nos editais. Precisa ter muito cuidado com aquilo que muitas vezes esconde no fundo do coração.

Esses são os fatores subjetivos que guiarão sua escolha. Por isso, conhecer quais são eles ajuda muito na sua aprovação. Pode confiar em mim!

Do que adianta passar em um concurso e aquilo nada ter a ver com seus sonhos, com o que você sempre quis para o futuro?

Pois no fundo é disso que esse ponto trata. Para isso é importante pensar em algumas coisas que listo aqui:

  • O que você realmente gosta e o que não gosta – se conhecer é o princípio para tudo. Escolher um concurso de algo que você não gosta é um passo para se sabotar. Você vai dedicar pouco tempo aos estudos, esquecer inscrições e até fazer provas sem atenção.
  • O que você pode oferecer ao país, ao mundo e à sociedade a sua volta – você já pensou na força e importância desse fator na sua escolha? Ao saber o que pode oferecer você vai buscar concursos alinhados aos seus pontos fortes.
  • Onde sonha morar e viver – outro fator que faz diferença. Com certeza você irá se dedicar mais se souber que pode realizar o sonho de morar na cidade que sempre quis. Ou pode ir mal na prova se não quiser ficar longe da família.
  • Quais são seus valores, princípios, sonhos – talvez o mais importante fator a ser considerado. Você pode dizer que sonha ter um emprego, segurança e estabilidade. Mas se na verdade o seu sonho é música ou rodar o mundo fotografando, vai acabar tendo um show um dia antes da prova ou aulas de fotografia na hora do cursinho.

Para ajudar a entender, a minha escolha

É importante saber o que é e em que foco cada um desses fatores mexe com você. E também vale descobrir quais os seus fatores para a escolha do concurso público ideal.

Um exemplo do que estou trazendo vem de uma historinha que vou lhe contar.

Quando eu tinha uns seis anos de idade o meu pai, um jornalista respeitado e reconhecido, começou a trabalhar na Câmara dos Deputados. Ele cobria a pauta política para o Jornal do Brasil e o Correio do Povo.

Aquele momento era o auge das discussões de Diretas Já. Além disso, sempre que um amigo ou parente vinha a Brasília nós fazíamos um passeio maravilhoso e que eu sempre amei.

O meu pai apresentava a cidade. Ele ia falando o que era e como funcionava Brasília, e também de onde vieram algumas ideias de Lúcio Costa e Niemeyer.

Ele mostrava a cidade sem medos, receios ou julgamentos. Naquela narrativa que eu ouvia sem me cansar, a minha cidade era o centro do mundo.

Quando cresci decidi que faria publicidade, depois de uma tentativa frustrada de cursar Letras em Yale. No fundo sempre quis contar histórias. Passei no vestibular na UnB e decidi que ficaria de vez em Brasília.

Essa escolha moldou várias outras depois  e definiu os concursos que fiz e que passei. Aqui temos um exemplo de um fator subjetivo.

Outras coisas como a necessidade de um salário alto e o curso de publicidade foram fatores objetivos que me direcionaram. Decidi que faria concurso para publicidade no Senado Federal.

Passei, fui nomeada e trabalhei vários anos na área de Visitação do Congresso fazendo exatamente o que o meu pai fazia quando eu era criança.

Conclusão

Aqui, eu trouxe alguns dos fatores objetivos e subjetivos que precisam ser considerados por você na hora de escolher um concurso público.

O que é claro e objetivo você provavelmente encontrará escrito. Mas aquilo que é subjetivo e interno é mais fácil você achar dentro da sua mente e do seu coração.

Este é o espírito que deve orientar você nesta caminhada. O que é objetivo e o que é subjetivo na suas escolhas.

Ao focar nesses fatores para auxiliar sua escolha do concurso público ideal você vai tornar mais rápido e fácil seu caminho da aprovação.

Até estudar será algo mais prazeroso e tranquilo quando esses fatores estiverem alinhados à suas escolhas.

6 thoughts to “Concurso público ideal: fatores objetivos e subjetivos para escolher o seu”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *